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25/05/2026
O projeto investiga como a corrida global pela Inteligência Artificial (IA) está diretamente ligado à exploração intensiva de recursos naturais, como água e energia, tendo Sergipe como ponto de partida para a discussão. O trabalho foi desenvolvido sob orientação da professora Ana Carolina Vanderlei Cavalcanti.
Ao todo, 110 propostas de diferentes estados brasileiros foram inscritas na premiação, que neste ano tem como tema “O Brasil e a Agenda 2030 da ONU: desafios do desenvolvimento sustentável”. Apenas cinco equipes foram selecionadas, uma por região do país.
Além do reconhecimento nacional, os estudantes investidores recebem apoio financeiro de R$ 6 mil e mentoria especializada para transformar a pauta em uma produção audiovisual, no formato de reportagem ou documentário. Os trabalhos serão apresentados em agosto, durante cerimônia realizada em São Paulo.
A professora orientadara, Ana Carolina Vanderlei Cavalcanti, destacou a importância da conquista para a formação acadêmica e profissional dos estudantes. “Eu orientei essa equipe, na verdade essa equipe se formou e me escolheu como orientado esse processo. A gente invejo uma pauta e ela foi escolhida como representante da região Nordeste para ser produzido com aporte financeiro do prêmio e também com uma mentoria especializada. Esse reconhecimento mostra que formamos profissionais conscientes dos desafios que o Brasil enfrenta”, afirmou.
Para Ana Paula Rocha, a seleção representa não apenas uma conquista pessoal, mas também a valorização do jornalismo produzido em Sergipe. "Ter sido selecionado é uma das maiores alegrias nesses primeiros meses de curso, ainda mais sendo a vez que Sergipe tem os primeiros estudantes selecionados nesse prêmio. Infelizmente, Sergipe é um estado que raramente figura nos veículos de alcance nacional. Para mim, pautá-lo é prioridade", disse.
O estudante também destacou a importância da formação prática e coletiva em sua trajetória. "Tudo que sei fazer jornalístico até o presente momento devo à Mangue Jornalismo, veículo sergipano do qual faço parte e que há quase três anos serve de escola para mim. Estar na graduação em Jornalismo da UFS soma muito a essa experiência", acrescentou.
Rossella Cecília ressaltou o peso simbólico de representar o Nordeste em uma premiação nacional voltada ao jornalismo investigativo e aos direitos humanos. "Fico imensamente feliz de participar de um prêmio de um instituto que se preocupa verdadeiramente com a qualidade do jornalismo investigativo brasileiro. Representar o Nordeste é a certeza de que o bom jornalismo é feito por gente comprometida e obcecada pela boa apuração", afirmou.
Já Sarah Juliane definindo a conquista como resultado da relevância da pauta escolhida e do compromisso coletivo dos estudantes com a profissão. "É uma honra e um prazer imenso ganhar esse prêmio ao lado dos meus colegas. Essa conquista representa a força e a relevância da pauta que escolhemos. Representar a UFS e o Nordeste nessa premiação é saber que jornalismo é responsabilidade, escuta e coragem", destacou.