Quando uma eleição pode ‘influenciar’ a postura do Legislativo, aí não se pode garantir que uma CPI não seja apenas ‘politicagem’ no estilo ‘sabor’ fiscalização, né verdade? Entenda

Há um momento em que a política deixa de fingir que é outra coisa – aquele bom e antigo papo de que se está ‘trabalhando’ pelo bem comum, né assim? – pois o que se tem é bem diferente.

21/05/2026

Quando uma eleição pode ‘influenciar’ a postura do Legislativo, aí não se pode garantir que uma CPI não seja apenas ‘politicagem’ no estilo ‘sabor’ fiscalização, né verdade? Entenda
POR ANDERSON CHRISTIAN 

.Vamos com um exemplo direto:o que se passa na Câmara Municipal de Aracaju com a abertura de uma CPI contra a gestão da prefeita Emília Corrêa (Republicanos) é exatamente esse momento em que a política deixa de fingir, ora pois!

Prova disso é que essa CPI não começa com uma denúncia sólida. Não começa com documentos, provas ou irregularidades apuradas. Começa, segundo o próprio presidente da Câmara, Ricardo Vasconcelos (PSD), com relatos de pessoas que procuraram vereadores e a ouvidoria da Casa — algo genérico o suficiente para nunca ter dado origem a uma CPI antes e que, 'misteriosamente', ganha urgência agora, em ano eleitoral.

A pergunta que não quer calar é simples: por quê agora? Vamos à verdade: apavorado – é isso mesmo, não tem outra palavra que defina melhor! – com os primeiros movimentos de oposição rumo às Eleições 26, o governador Fábio Mitidieri, do mesmo PSD, em um suposto tom 'republicano', já deixou mais do que claro que não tem problema em usar os vereadores da capital para retaliar a prefeita, travar a administração municipal e, por consequência, punir os aracajuanos indistintamente – recentemente relatado o tal 'print' de Fábio deixando isso mais claro do que a clareza do sol nascendo na Orla de Atalaia em dias de sol, né?

E aqui é que o 'bicho pega': esse estilo 'coronelesco' de Mitidieri constrangeu, inclusive, a maioria da Câmara de Aracaju, preparado por ele como mera massa de manobra à sua disposição — um rolo compressor para esmagar adversários políticos, ao final e ao cabo.

Diante disso tudo que está exposto, tem como não dizer que está posto o pano de fundo desta CPI? Não é investigação, minha gente! É retaliação 'sabor' fiscalização!

E mais: em entrevistas recentes, Mitidieri já vinha 'mandando recados' para a prefeita ao afirmar que liderava uma bancada de vereadores e que “estava garantindo” a governabilidade para Emília administrar a cidade – como se os parlamentares fossem propriedades suas e não representassem o povo aracajuano, ora bolas! E toda essa 'agonia' pra mostrar 'força' apenas e tão somente após a prefeita demonstrar independência política! Ou seja: o tom do governador mudou e logo depois apareceu a CPI! Não existem 'tolinhos' nessa história toda, leitor e leitora!

Diante disso, o que a CPI investiga, de fato? A permissão de 1 sorveteria, enquanto nos últimos 4 mandatos do ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT), centenas de concessões para uso da Orla de Atalaia. A CPI, ironicamente, mira quem fez menos do que o antecessor naquilo que pretende investigar! É brincadeira isso?

Agora, por fim, mas não menos importante, vale lembrar que Ricardo Vasconcelos, por tudo que tem demonstrado em sua vida pública até agora, não é 'cabrestável'. Assim, a CPI de Espaços Públicos só se for com um recorte temporal de, no mínimo, 6 anos: os dois atuais em curso, de Emília Corrêa, e os últimos 4 anos da última e nada saudosa gestão de Edvaldo Nogueira. Porque se assim não for, aí será só 'politicagem', 'politicha' e 'polititica', se é que o leitor e o leitora me entendem! Simples assim!